Nascida em Valbom, Filomena Sousa cedo se apaixonou pelo Fado. Aos seis anos, por influência dos seus pais, também eles amantes de Fado, já tentava, em espetáculos caseiros, imitar fadistas como Amália Rodrigues, Lucília do Carmo ou Beatriz da Conceição.

Estreou-se, pouco depois, em concursos de Fado, com destaque para o terceiro lugar alcançado na Grande Noite de Fado da Casa da Imprensa – um prémio que a fez ganhar reconhecimento entre os pares e lhe abriu portas para atuações nas mais conceituadas casas de Fado do Norte do país.

A sua voz “rouca de alma” e a sua “garra fadista” também foram apresentadas, ao longo dos anos, em eventos ao vivo realizados em centros comerciais e em unidades hoteleiras, e nem mesmo o estrangeiro escapou ao talento de Filomena Sousa, que não raras vezes levou a cultura portuguesa além-fronteiras.

Paralelamente à carreira como fadista, Filomena também brilhou como atriz de teatro de revista, tendo pisado palcos como o do Teatro Sá da Bandeira e do Teatro Rivoli.

Atualmente, é presença assídua em cruzeiros turísticos, sendo o Fado na Baixa o mais recente desafio com o qual se compromete de corpo e alma, tal como em tudo o que faz.